Processo seletivo mestrado em Direito/USP

Olá galera!

Conforme prometido, já há algum tempo, compartilho com vocês um artigo especificamente sobre o processo seletivo do mestrado em Direito/USP.

Como não é minha área de formação contei com a colaboração do Cléber Rogério Rodrigues Domingues, advogado e leitor de nosso Blog, que, gentilmente, aceitou meu pedido para descrever, em detalhes,  cada etapa do processo seletivo.

Boa leitura a todos/as:

 

Dentro da carreira acadêmica, o título de mestre é a porta de entrada para a docência no ensino superior que passou a ser exigido das entidades de ensino superior, o que mostra o avanço na área, buscando aperfeiçoamento e profissionalização desse ramo do ensino.

O curso de pós graduação “stricto sensu” oferecido pela Universidade de São Paulo é considerado um dos mais concorridos para quem quer ingressar na área. Afinal, a certificação dada por uma universidade de renome conta muitos pontos na vida profissional do futuro docente, além de abrir portas para a produção acadêmica de artigos, livros, etc.

Porém, dúvidas surgem com relação ao processo de seleção, seja por uma certa obscuridade do edital, seja pela “inexperiência” do candidato na consecução do certame.

Neste texto, pretendo dividir um pouco da minha experiência com relação à prova, procurando dirimir algumas dúvidas com o que aprendi com a prova.

A prova é composta de quatro fases, a saber:

– Prova de proficiência linguística;

– Prova dissertativa;

– Apresentação do projeto;

– Entrevista com orientador.

 

Passarei a analisar cada uma das fases do processo.

 

– Prova de proficiência linguística:

A prova de proficiência linguística, quando eu a fiz, consistia em quatro excertos de textos de diversas publicações jurídicas em inglês (idioma que escolhi), com perguntas relativas aos textos. Havia textos de jornais e revistas especializadas e outras publicações da Inglaterra, Estados Unidos, Espanha, etc.

O candidato deve possuir um bom domínio do idioma pretendido, pois a prova é, basicamente, interpretação de textos sobre o direito. Os candidatos podem ficar tranquilos com relação aos textos no sentido de que não há termos técnicos do direito de outros países, tratando-se, tão somente, de reflexões sobre o direito de maneira geral.

 

– Prova dissertativa:

No edital, quando da escolha da área de preferência, tem-se um rol dos tópicos das quais o candidato deve ter domínio para realizar a prova.

No dia da prova, é sorteado um número, de um a dez, relativo ao tópico que consta no edital.

Exemplificando: No edital, há os seguintes pontos para realização da prova:

  1. O debate metodológico contemporâneo em teoria do direito.
  2. Interpretação Jurídica, linguagem e objetividade.
  3. O positivismo jurídico contemporâneo: autoridade e direito.

Suponhamos que no dia da prova o número sorteado seja “2”. O tema da dissertação será “Interpretação Jurídica, linguagem e objetividade.”  Não há perguntas sobre o tópico, a dissertação é livre, respeitando-se o tema sorteado.

 

– Apresentação do projeto e currículo Lattes

Passadas as duas primeiras fases, a próxima é a apresentação do projeto de pesquisa e curriculo. Não há, no edital, qualquer menção à forma como tal projeto deva ser desenvolvido. Porém, referido projeto deve conter, necessariamente, o tema a ser desenvolvido e suas limitações; justificativa da escolha e sua importância; as principais questões a serem analisadas; bibliografia.

Um ponto importante aqui é o fato de que o projeto de pesquisa deve estar em conformidade com a linha de pesquisa do orientador.

Tal tópico é de extrema importância pois muitos candidatos o olvidam, imaginando que poderão desenvolver a linha de pesquisa que bem entenderem e isso, provavelmente, irá prejudica-los quando da entrevista com o orientador. Para o bem ou para o mal, quem detém o poder é o orientador e é ele quem dita as regras, cabendo ao candidato simplesmente alinhar sua pesquisa com a dele.

 

– Entrevista

A última fase do certame é a entrevista com o orientador. Basicamente, o orientador avaliará se o projeto de pesquisa se alinha com a sua própria, dentro dos parâmetros da instituição. O candidato deve justificar as razões da pesquisa, demonstrando compatibilidade com a do orientador.

 

Findando todas as fases, é só comemorar a aprovação.

 

Boa sorte a todos.

 

 

 

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